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domingo, 3 de abril de 2011

YEDA SEGUIRÁ AJUIZANDO AÇÕES CONTRA QUEM A AGREDIU

A condenação por danos morais em primeira instância do ex-diretor do Detran, Sérgio Buchmann, pelo Tribunal de Justiça gaúcho é a primeira vitória judicial de um dos processos movidos pela ex-governadora Yeda Crusius. Segundo o advogado Fábio Medina Osório, Yeda e seus familiares já entraram com cerca de 15 ações por danos morais, e ela ainda estuda outras. “Foram muitos ataques à governadora. Ela ainda está analisando todo o material”, explica.

Em 5 de outubro de 2009, na CPI da Corrupção, Buchmann afirmou que havia suposta determinação de Yeda para manter os contratos com os guinchos da Atento Service, apesar da exigência do Ministério Público de Contas de que eles fossem encerrados. A Atento cobrava do governo suposta dívida de R$ 16 milhões, que Buchmann se recusava a pagar.

Além disso, o ex-diretor disse que, em 14 de julho daquele ano, o filho foi preso em casa por tráfico de drogas por dois delegados da Polícia Civil, que estavam acompanhados do então chefe de gabinete da governadora, Ricardo Lied, o que teria considerado uma pressão para que mantivesse os contratos. A Justiça entendeu que ele mentiu para prejudicar a imagem da ex-governadora, e o condenou ao pagamento de indenização de R$ 50 mil. A ação ainda está em fase de apelação, que deve ser julgada em três meses.

Ainda tramita na Vara Criminal de Porto Alegre a representação feita por Yeda Crusius contra dirigentes do Cpers-Sindicato por cárcere privado. O MP denunciou a presidente do sindicato, Rejane Oliveira, a vice, Neida Oliveira, e a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), por realizarem manifestação em frente à casa de Yeda em 16 de julho de 2009, o que deixou a família trancada em casa no início daquela manhã.

Na mesma situação está o processo movido criminalmente contra a Federação Anarquista Gaúcha, que distribuiu cartazes em todo o estado chamando a então governadora de assassina, por ser, segundo os anarquistas, a responsável política pela violência que causou a morte do sem-terra Elton Brum da Silva em uma desocupação ocorrida em 21 de agosto de 2009.

A representação feita por Yeda Crusius no Conselho Nacional do Ministério Público contra os seis Procuradores da República que a colocaram na lista de réus da fraude de R$ 44 milhões no Detran foi arquivada por prescrição, segundo o advogado.

Já as ações decorrentes da publicação de uma foto em que o neto da ex-governadora aparece ao lado dela e da mãe atrás dos portões da casa no episódio do protesto do Cpers renderam mais de dez ações contra órgãos de imprensa. O primeiro deles teve ação favorável à filha de Yeda, Tarsila Crusius. Na sexta-feira, o Tribunal de Justiça gaúcho condenou o jornal O Globo ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, já que publicou a foto da criança sem autorização

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