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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Por uma cidade moderna


Era isso que eu gostaria de ver ser debatido nessas eleições. Que o debate fosse progressista, e não demagógico. Não aguento ouvir falarem o tempo todo em atrair indústrias, resolver o problema da saúde (sic) e asfaltar vias. É o mesmo discurso do tempo do Honorato de Souza Santos. Por isso a cidade não avança. São demagógicos e conservadores. Querem que as coisas fiquem como estão. Olhem a educação. Só discutem. Mas só isso basta? E o acesso à tecnologia? E o aprimoramento de nossos educadores? O que está sendo proposto em gestão de recursos hídricos? Não vivemos à margem de um rio? Continuaremos não tendo nenhuma política pública consistente na área da mediação de conflitos, envolvendo a segurança pública? E na área do entretenimento, continuaremos fechando ruas e incentivando os jovens a beberem nos postos de gasolina? E para os idosos, nada? E as mulheres? E as crianças? São tantas as coisas que precisam ser feitas... Inovação é a palavra de ordem. Modernidade, o nosso horizonte... Acho tudo o que se discute importante, mas não é só isso que precisamos. Precisamos mais e melhor. E essa era uma discussão que precisava estar na pauta nessas eleições. Mas, se não está, não é só por culpa dos candidatos. É da população, que não questiona. E é também da imprensa, que, para vender anúncios, só tem olhos para os problemas imediatos e não possui capacidade de propor discussões mais aprofundadas. Daqui a quatro anos, por certo, a pauta será a mesma. 
VadiasO que significa uma mulher “vadia”? Exatamente o conceito arraigado de machismo perpetuado em nossa sociedade. Ou seja, mulher independente, que não gosta de apanhar do marido, que tem opinião própria, que vota livremente ou que quer ser votada, por certo, será chamada de vadia.
Porto AlegreSe não chegar ao segundo turno, é muito forte dentro do PT a posição de não apoiar Manuela. Na verdade, a ideia é manterem-se “neutros” (torcendo por Fortunatti). Com isso, no entanto, desagradarão PCdoB e PSB. 
ComerciáriosOs supermercados não estão obrigados a fechar todos os domingos à tarde. Basta apenas que paguem hora extra a seus funcionários. A partir de agora, acabou-se, ao menos em duas tardes dominicais, a exploração desmedida contra os trabalhadores. Parabéns à equipe do sindicato.
Caminhão-som
Chama a atenção na cidade caminhão de determinado candidato a prefeito que sempre está com o som desligado. Por certo é uma nova estratégia de marketing, eis que os jingles de todos são deprimentes. 
JornaisNessa eleição não há apoio explícito a nenhum candidato. Mas às vezes dá a entender que ambos torcem pela derrota de um. Mas deve ser apenas impressão.
InternetEm recente pesquisa, 72% dos entrevistados disseram não ter assistido aos programas eleitorais de TV e 62% buscam na internet informações sobre os candidatos. Por aqui, apenas um se deu conta disso.
UergsComo professor da Uergs, quero agradecer ao Julinho, ao Marcelo, ao Oscar, ao Neiron, a Mariana, ao Figueiró, ao Balardin, ao Valdocir, ao Vasconcelos e ao Paixão pelo apoio emprestado à doação da área do Patronato. Entram, sim, para a história da concretização do curso de Agronomia, junto com GG, Tonet e equipe.
SugestãoSe eu fosse candidato, ao invés de plaquinhas, colocaria “cestos de lixo seco”esparramados pela cidade, contribuindo com isso com a limpeza da mesma. Fica a dica.
SaúdeSó espero, sinceramente, que o próximo prefeito seja um bom gestor do sistema e o aprimore. Porque tenho convicção de que a secretária Eunice Brendler e a sua equipe fazem, sim, um bom trabalho na sua pasta e, portanto, não há terra arrasada.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

II Ciclo de Palestras da UERGS

Tivemos na noite de ontem a palestra inaugural do II Ciclo de Atualizações da UERGS local. Com grande presença de alunos e membros da sociedade civil, o tema de abertura  foi Cooperativismo e Associativismo: Atualidade das Organizações agrícolas no contexto do Ano Internacional do Cooperativismo.  Logo a seguir foi ofertada também uma oficina intitulada: Atualizações sobre Leis e Workshop de Elaboração de Estatutos para Organizações sociais rurais. O palestrante foi o Prof  Paulo Vianna Lopes, Analista Técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Sistema OCERGS-SESCOOP/RS.

O ciclo é coordenado pelo editor desse blog e pela Prof. Dra. Gisele Guimarães.

Doação da área do Patronato

Em sessão realizada nessa segunda-feira, a Câmara de Vereadores, com o apoio de todos os seus membros, acolheu projeto do executivo cachoeirense e concordou em doar a área do patronato para a UERGS, para que lá se iniciem as aulas do curso de Agronomia.

Vitória da comunidade, dos professores e dos alunos da UERGS, sem antes mencionar o apoio incondicional do executivo cachoeirense.

domingo, 2 de setembro de 2012

Manuela foca em gestão ( do site da Folha)


A candidata do PC do B, Manuela D'Ávila, 31, se afastou dos embates ideológicos que marcaram eleições em Porto Alegre e investe em motes como "gestão", "inovação" e "tecnologia".
A deputada federal licenciada empatou tecnicamente na liderança com o prefeito José Fortunati (PDT), segundo o Datafolha. Reduziu pela metade os oito pontos de dianteira que o rival tinha.
Antes da campanha, a candidata afirmou que "pouquíssimas questões do município" se decidem no terreno da ideologia e que essa discussão deveria ocorrer mais na macroeconomia.Aliada a siglas como PSD e PSC, virou alvo de partidos esquerdistas na cidade.
A juventude e a proximidade com movimentos estudantis ajudam a conquistar o eleitorado com menos de 35 anos. Mas perde por larga margem para Fortunati entre idosos e mais escolarizados.
Manuela disse à Folha que seu programa não tem proximidade com o modelo de "choque de gestão", celebrizado pelo PSDB: "Gestão não é uma palavra patenteada, é um mecanismo de governo."
ATAQUES
A candidatura dela herda parte do eleitorado próximo do PT, que governou a cidade 16 anos a partir de 1989.
Os petistas lançaram o deputado estadual Adão Villaverde, desconhecido pela maioria até o começo da campanha. Os três principais candidatos são aliados no governo de Tarso Genro (PT) e na base de Dilma Rousseff.
Em terceiro lugar na disputa, o PT passou a atacar Manuela no horário eleitoral. Em um dos programas, um ator comparou a candidata a uma "celebridade" que "fala bonito, mas, se espremer...".
A deputada diz que a campanha petista está "mal conduzida" momentaneamente.
Para transmitir imagem de experiência, ela exibiu em seu programa eleitoral uma reunião com políticos e técnicos que a apoiam.
Deputada em segundo mandato, Manuela tenta pela segunda vez ser prefeita de Porto Alegre. Há dois anos, teve no Estado 483 mil votos para a Câmara, o equivalente a quase metade do eleitores de Porto Alegre.

Artigo de Joaquim Falcão


O encontro do Supremo com a opinião pública veio para ficar. Não se sabe ainda como vai se desdobrar e se institucionalizar. Sabe-se, no entanto, que é preciso superar a aversão de ministros de serem avaliados e a opinião pública impulsiva, às vezes opressiva.
A opinião pública inevitavelmente informa, mas necessariamente não forma ou deforma uma decisão do Supremo. O fato é que, na democracia, a legitimidade do Supremo e a eficácia de suas decisões muito dependem desse encontro.
Convergência, aliás, que começou quando a pauta do Supremo foi sintonizada com a pauta da opinião pública e privilegiou menos as teses jurídicas e mais a resolução dos conflitos que atingem o cotidiano de todos.
E se fortaleceu quando os ministros, argumentando com força legal e sentimento de justiça, se entendem e são entendidos. Quando se tratam sem preconceitos, com solidário mútuo respeito e profissional generosidade.
A clareza tem sido fundamental para, além de encontro, haver entendimento. Dispensar a cansativa erudição fora do lugar, que muita vez esconde e confunde, em favor da objetividade, é caminho que muitos ministros já adotam. O que vale não é a retórica da erudição, mas a qualidade da argumentação.
SATURAÇÃO
A opinião pública está saturada com as eventuais dúvidas sobre regimento, que devem ser pacificadas antes das sessões. De modo que o regimento seja rumo eficiente e não arena de imprevisibilidades, e os advogados saibam como se conduzir.
A opinião pública busca um Supremo não protelatório, que se recusa a ser manipulado por qualquer das partes. Hoje, cerca de 80% das decisões são sobre agravos de instrumentos que, em nome do necessário direito de defesa e do devido processo legal, prejudicam a ambos.
E está cada vez mais atenta quando ministros pedem vistas paralisantes --e desaparecem com os processos, por motivo político ou por receio de seu ponto de vista perder.
Mas o que a opinião pública espera do Supremo? Que faça seu serviço como está fazendo. O STF tem a honra de ser o supremo servidor público. Que produza decisões finais e não infindáveis decisões. Decisões que contribuam para a paz social.
De resto, não custa lembrar o ministro Cezar Peluso: que os ministros sejam graves. Pois grave é sua responsabilidade perante a opinião pública, a nação e a história.

JOAQUIM FALCÃO é professor de direito constitucional da FGV Direito-Rio