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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

COLUNA DE SEGUNDA NO JORNAL DO POVO

Escrevi e assino embaixo

Não vou entrar no mérito da discussão sobre a mediunidade. Religião não se discute. Se aceita e acredita ou não. E respeitemos a todos. Até porque a liberdade religiosa é uma prerrogativa constitucional. No entanto, algumas pessoas me questionaram sobre a reportagem deste final de semana no JP, sobre Marlon. Disse-lhes que o fato é notícia e, portanto, deve ser noticiado. Gostemos ou não. Fiquei apenas pensando se é interessante para o médium esta exposição pública. Marlon sempre encarou isso como uma missão. Inarredável. Para ele, não existe nenhum outro compromisso no sábado que não seja este. No entanto, a publicização disso não traz nenhum benefício à causa. Pelo contrário. Pode-lhe atrair a ira de alguns órgãos médicos, a Polícia e até o Ministério Público. Pois, pela norma, o ato praticado por ele é exclusivo dos médicos e nessa seara seria ilegal e ilícito. Faz ou fez algum mal a alguém. Pois é. Acho que nesses casos as representações só poderiam ser levadas adiante se algum “paciente” viesse a representar contra ele. No entanto, o silêncio das autoridades acaba justificando que atos médicos possam ser praticados por quem não habilitado for. Exemplo: se um cidadão qualquer resolvesse realizar cirurgias, todas com êxito, também estaria tacitamente autorizado a continuar realizando-as? Bem, essa é uma discussão que implicaria em uma tese de doutorado. Só sei que Marlon está lá, com o propósito de realizar o bem.

Novo partido
1. Tenho acompanhado muito de perto, juridicamente, a discussão acerca do novo partido que o Kassab está criando. O nome será Partido Democrático Brasileiro. Deverá cindir ao meio o DEM, mas levará gente do PSDB e do PPS, descontentes com o rumo da oposição. Do DEM, deverá migrar junto a senadora Kátia Abreu.
2. Na última discussão que participei, volto a dizer, como advogado, construiu-se a ideia de criar o novo partido como uma forma de janela para que algumas lideranças possam migrar para o PDB com o prefeito de São Paulo. Por que isso? Para fugir de qualquer punição junto à Justiça. Pois com a criação da nova agremiação a justificativa inicial para a troca estaria resolvida.
3. Então, para o pessoal de Cachoeira que está ansioso para trocar de partido e na expectativa de uma janela, vai a dica sem nenhum custo: aguardem a criação do PDB. Filiem-se e depois tomem o rumo que quiserem.

Segurança pública
Não sei se é a operação verão, mas caiu significativamente o número de brigadianos pelas ruas. Em POA isso fica evidente. Até o final de dezembro tínhamos um contingente circulando, o que nos dava uma aparente sensação de estarmos seguros. Tomara que seja só isso.

Campanha em POA
Ao que parece, a campanha em POA será acirrada. O prefeito Fortunatti está embalado e, comparado com o ex-companheiro de chapa, dá de relho, como diz o gaúcho. Enfrentará Manuela, que é campeã absoluta de votos. Mas o mais intrigante será a eleição para o Legislativo, que deverá ter José Fogaça como candidato a vereador e possivelmente Yeda Crusius. Será bonito de se ver.

E em Cachoeira?
Bem, cacique político me garantiu que o PDT não abrirá mão de fazer muitos prefeitos e a aliança com o PT será prioritária. Disse-me também que independente de qualquer coisa, Marlon será candidato em Cachoeira do Sul, como batismo de fogo, para torna-se um brizolista de quatro costados.

Progressistas
É dada como certa nas hostes do PP a filiação de Oscar Sartório e do atual vice-prefeito Ronaldo Trojahn. Como JOG articulará com seu primo Pipa é outro detalhe. Mas a intenção é clara desta vez, de selarem uma aliança com Marlon na próxima eleição. E o ex-prefeito estaria vibrando com a parceria de JOG. Vai sobrar gente, com certeza.

GG
É aguardada com grande expectativa a volta de GG. O vice arrumou a casa e deverá anunciar seu novo partido. O prefeito terá que sentar com o PT e acertar a permanência do mesmo na aliança. Pois a ideia dos petistas é, em breve, tornarem-se independentes.

Cultura
Ganha destaque regional a campanha para fazermos Adão Iturrusgarai patrono da feira. É sem dúvida o reconhecimento a um grande artista cachoeirense que hoje tem projeção nacional. Nessa semana, em vários programas de rádio da capital, em razão do meu Twitter e do Ferrony, a “causa” foi mencionada. E, com isso, o nome da nossa cidade, que é o melhor de tudo. Se você não assinou, passa lá e assina. O link está no meu blog.

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