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domingo, 11 de dezembro de 2011

Combate ao crack através de internação involuntária, é eficaz?

Idealizador do primeiro consultório de rua, mecanismo de abordagem de usuários de drogas encampado no novo plano do governo federal contra o crack, o médico Antonio Nery Filho critica o uso da atividade como porta para internação involuntária. Essa possibilidade foi levantada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A informação está em reportagem de Andréia Sadi e Johanna Nublat publicada na edição deste domingo da Folha.

"Internações compulsórias nunca deram resultado nos últimos 50 anos. Nem para doentes mentais inteiramente psicóticos têm sido feitas. Voltar 50 anos para fazer uma higienização das ruas das cidades brasileiras me parece um retrocesso para não dizer um absurdo do ponto de vista técnico", afirma Nery Filho, em entrevista.

Professor na Universidade Federal da Bahia e coordenador do Cetad (Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas), o especialista também relativiza o problema do crack em comparação a outras drogas.

Ele defende ainda que o consultório de rua, idealizado por ele, não deve ser usado para combater o uso de uma droga específica, mas sim para atender pessoas que consomem drogas em situação de exclusão social.

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