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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Coluna do Dia


Judiciário em crise: ou como a ética só vale para os outros!

Alguns Ministros do STF dizem não se lembrar de uma situação tão grave desde a instalação da CPI do Judiciário, em 1999. Mas agora há também suspeitas pairando sobre integrantes do Supremo, que teriam recebido altas quantias por atrasados. Pode-se dizer que chegamos a um ponto de ruptura, porque muitos no Supremo se sentem incomodados.
Na outra ponta do cabo de guerra em que se transformou o Judiciário, Eliana Calmon, a corregedora nacional de Justiça, resume o cenário: “Meu trabalho é importante porque estou certa de que é a partir da transparência que vamos ser mais respeitados pelo povo.”
O que tirou do sossego o Poder Judiciário foi a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de mexer na “caixa preta” dos tribunais, ao inspecionar as folhas de pagamento e declarações de bens de juízes, em especial os de São Paulo. Fica uma pergunta: Se há uma rigorosa vigilância da sociedade sobre o Executivo e o Legislativo, por que o Judiciário ficaria fora disso? Se esse Poder nada deve, o que estaria temendo? Quem paga seus salários ( há muito deixaram de ser subsídios) é o povo!
O ponto nervoso do episódio são as vantagens remuneratórias desses magistrados. Antes do CNJ, esse assunto sempre ficou a cargo dos tribunais e eles foram construindo suas interpretações da lei. Montou-se então um sistema vulnerável. A atual rebelião nasce dessas circunstâncias - o medo dos juízes, que são conscientes dessa vulnerabilidade.

Ao longo da semana, a temperatura da crise cresceu com novos episódios, como a concessão de liminares para suspender investigações do CNJ e a revelação de que ministros do STF poderiam estar entre os investigados por supostamente terem recebido altos valores relativos a passivos trabalhistas.
Mesmo assim, com toda repercussão na mídia o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, negou no sábado (24) pedido feito pela AGU (Advocacia-Geral da União) para que fosse suspensa decisão liminar sobre o poder de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

PDT
Os trabalhistas em Cachoeira do Sul possuem quatro pré-candidatos a prefeito: Luiz Fernando Godói, Paulo Schwab, João Goular e Adão Steindorff. Mas todos dependem da benção de Marlon Santos.

Trenzinho da Câmara
Não sei de onde tiraram o título pejorativo. Muito menos porque ingressaram no MP. Acho que tudo não passa de demagogia barata. A lei, nesses casos está acima das vontades. Aliás, leis que a burguesia construiu e aprovou, ao impedir uma constituinte exclusiva.

Referendo
Mesmo que a Câmara se curvasse a pressão dos empresários, o número de vereadores para essa legislatura seria de quinze. Por uma razão bem simples: toda mudança deve acontecer com um ano de antecedência. Portanto, assunto encerrado.

Chatodô
Alguns leitores sugeriram uma mobilização para recuperação do chatodô. Acho que o primeiro passo deve ser dado pelo poder público municipal, não colocando mais ali decorações temáticas, que nada tem em comum com aquele entorno histórico.

Bicicletada
Legal de ver gente diferente participando do massa crítica. Agora o próximo passo precisa ser de se trabalhar a consciência para que cada vez mais pessoas se utilizem da bike como meio de transporte. Senão, deixa de ser movimento e passa a ser uma simples festividade. E finita.

Homofobia
Até onde sei as TVs operam por meios de concessões. Portanto, são públicas. Como então, uma rede pode transmitir programas em que padres e pastores promoverem ações de "recuperação" ou "cura" da homossexualidade?

Ortodoxos e Redes Sociais
O líder da Igreja Ortodoxa russa alertou os cidadãos do país nessa sexta-feira, 23, contra a confiança em sites de redes sociais, que vêm sendo usados na organização de protestos em oposição ao governo, dizendo que eles tornam as pessoas “vulneráveis a manipulações”. Por aqui, já fazem descaradamente, bloqueando o acesso em muitos lugares. Em especial nas empresas ( acho que ainda mandam telex) e no Estado.

Um comentário:

Anônimo disse...

Ta certo Mahfus. O chatodo famoso mundialmente não pode ser decorado. A não conhecida Torre Effel, o Coliseu de Roma, entre outros pode. eta cabecinha dos cachoeirenses é falta do que fazedr mesmo