jmahfus@hotmail.com

domingo, 13 de março de 2011

A CASA DA ALDEIA ( Por Luiz Paulo Germano)


CASA DA ALDEIA
(originalmente publicado no jornal O CORREIO)

Preservar a Casa da Aldeia é salvaguardar a história de Cachoeira. Tenho dito que cidade que não preserva sua história não respeita a cultura, a emoção e a própria vida de sua comunidade.

A Casa da Aldeia é a primeira unidade habitacional de nossa cidade, erguida a partir de 1849, quando Cachoeira do Sul ainda era conhecida como uma vila, inicialmente ocupada por índios e, mais tarde, reconhecida como município com independência política e administrativa. O prédio mais antigo da “capital do arroz” exige imediatamente que os cidadãos, empresas, políticos, poder público e entidades civis unam seus esforços em favor de sua restauração e preservação. Chega de picuinhas e entraves administrativos (e, porque não dizer, burocráticos). A casa da Aldeia é e ainda poderá vir a ser um dos mais valiosos e importantes pontos turísticos de nossa cidade.

Soube que o restauro e a readequação de uso do imóvel, hoje pertencente a OSCIP Defender, foi aprovada pela Lei de Incentivo à Cultura – LIC há um ano, sendo estimada a destinação de valores na ordem de R$ 660.000,00, com uma consequente contrapartida de R$ 135.000,00. Sinceramente, não podemos deixar o “cavalo passa encilhado” e nele não montarmos. É preciso que nós definitivamente decidamos que está mais do que na hora de reinventarmos a nossa Cachoeira, sob pena de passarmos o resto de nossas vidas chuleando para que a Ponte de Pedra não desabe, a FENARROZ não acabe, as praças não sejam tomadas pelas moscas etc.

A iniciativa privada, sempre tão interessada em projetos sociais, pode colaborar, pois, além do apoio incomensurável à cultura e à história, poderá deduzir valores de tributos que devam por ela ser recolhidos, tais como o ICMS. Dois grandes estímulos em uma única ação: vincular seu nome à recuperação de um prédio que faz parte da história e, de lambuja, descontar valores que são devidos a título de impostos.

Como professor de Direito Administrativo, lembro-me das aulas em que discutimos com os alunos a forma de proteção e preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural. Imaginem quanta emoção se um dia tiver a possibilidade de explicar no próprio local as consequências, direitos e deveres do tombamento de um bem imóvel. Que ótimo se puder ser na Casa da Aldeia. Vamos ajudar? Visite o site www.defender.org.br
Por Luiz Paulo Germano

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá profe:

fez muito bem em publicar texto do Dr. Luiz Germano. aliás voces formam uma boa dupla, né? quem sabem colocam o nome a disposição o ano que vem?

Bjos, Mariele

Anônimo disse...

Pingo Cerentini é um dos homens mais rico de cachoeira e ele que provocou o debate. Porque o Pingo não patrocina uma parte??? ele tem vários imóveis alugados em área comercial e residencial em localização nobre na cidade. Vamo lá pingão.