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segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Y DA EDUCAÇÃO ( Publicado no Jornal do Povo )

Uma das muitas vantagens de se ter um blog é o ato de tornar mais fácil escrever uma coluna, como essa. Hoje poderia ter optado por escrever sobre mais uma crise do Governo Yeda. Ou então o escândalo que envolve a Prefeitura de Novo Hamburgo, envolvendo até assédio sexual. Ou o sucesso do jantar do Sindilojas, aproveitando o espaço para parabenizar o Antonio Trevisan e sua equipe pelo sucesso do evento. Essas e outras, em seus pormenores, estão no www.juliomahfus.blogspot.com. Pois bem, há muito tempo quero colocar minha colher na educação, até pelo fato de ser professor.

Mas antes devemos, preliminarmente, até por justiça, escrever que os professores estaduais são muito mal pagos, aliás, como todos em todos os níveis. Outra preliminar importante diz respeito ao fato que muitos professores estão desatualizados ou são muito mal preparados. Quanto menor o salário pago, menos interessante fica a carreira e menos pessoas qualificadas nela quererão continuar.

Dito isso, reitero como uma bobagem impressionante o fato da SEC pretender criar quatro grandes áreas de conhecimento e obrigar nossos professores a lecionarem mais de uma disciplina. Veja, leitor, por exemplo, que teremos um professor de Matemática (aliás, uma das disciplinas com menos índice de aproveitamento na rede pública estadual) lecionando Física, Química ou até Biologia. Um professor de Inglês deverá, também, lecionar Espanhol ou até Educação Física. Você acha que estaremos formando que tipo de aluno?

Hoje na educação predomina a pedagogia da preguiça. Sequer alfabetizamos. A dita inclusão serve apenas para proliferar o (des)saber. Estudar é disciplina. E para se aprender há que se ter rigidez. Os alunos mal formados de hoje serão os professores de amanhã. Como que uma ideia absurda desta, como a descrita acima, repercutirá na qualidade de ensino? E o professor, terá que se submeter a uma atrocidade destas? Deverá ser um multiprofessor? Tenho dito que educação não é para palpiteiro. O Y da educação será a marca do Y de Yeda, certamente um governo que nós, educadores, não teremos um pingo de saudades, se continuar agindo desta forma.

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