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segunda-feira, 18 de maio de 2009

A NOSSA FENARROZ ( Coluna publicada no Jornal do Povo ) )

Fiquei muito contente com a indicação/aceitação do nome de Érico Razzera para ser novamente presidente da nossa Fenarroz. Por uma série de razões. Mas a principal delas é que já há algum tempo vem tentando transformá-la em um evento de negócios. E mais. Numa perspectiva de profissionalização. Não opinei antes até porque por aqui os ânimos se exaltam e mais dia ou menos dia talvez fosse acusado de estar pleiteando algum cargo, o que não seria verdade, embora a maioria das pessoas que elogiam estejam por suas costas conspirando. Não é o meu feitio.

Como o jornal é o fórum adequado e talvez o único que eu participe com mais frequência quero dizer que por mim a festa já teria acabado há muito tempo. É muita gente em uma diretoria, todos envolvidos, trabalhando em prol e gratuitamente, o que impede, por exemplo, até pela ética, de serem criticados por eventuais falhas. Gastos exagerados com festas e convescotes para políticos e mais uma penca de pessoas que estão pela volta apenas atrás de uma foto ou de uma boca-livre fazem parte da dita festa que até baile tem. Aliás, defendo inclusive o fim da corte. Em feiras não precisamos de rainhas e nem de princesas.

Já defendi o contrário. Mas como sempre digo em minhas aulas e palestras, quanto mais velhos, mais conservadores. É óbvio que a festa era um momento de congregação comunitária. Mas aquela era uma outra época. Onde o dinheiro público sustentava, sim, a ostentação. Hoje não. Quem a sustenta são os expositores. Naqueles tempos a Fenarroz era a única festa que a cidade tinha. Hoje temos diversas outras atividades comunitárias por aqui. Em razão de meus negócios estive no lançamento da Expodireto e da Expoarroz, apenas para citar duas. E lá presenciei o sucesso em razão do profissionalismo.

Só na primeira foram comercializados mais de R$ 350 milhões. Portanto, sou defensor, sim, da feira em detrimento da festa. E uma sugestão para a próxima: que se inaugure em um domingo e se encerre em uma sexta-feira. Pois é justamente o que expositores e compradores desejam. A festa? Bem, neste caso cada um que pague o seu, pois não podemos cobrar da comunidade e nada ou pouco oferecer a ela. Escrevi e assino emabaixo.

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