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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

COLUNA PUBLICADA NO JORNAL DO POVO

Ouvi falar em referendo?
Embora seja um defensor de um maior número possível de vereadores no Legislativo, também acho que o tema deveria ter sido mais amplamente discutido. Tenho sérias dúvidas sobre a possibilidade jurídica do prefeito ou da população proporem um referendo, até porque, nesse caso específico, o mesmo deveria ser por decreto legislativo, além do que é atribuição constitucional das câmaras de vereadores fixarem o número de seus membros. Dito isso, acho que se a população fosse consultada sobre a necessidade ou não do Legislativo, sua ampla maioria votaria pelo seu fim. Assim como tenho quase que certeza que se as associações empresariais remunerassem os seus membros, grande parte dos empresários propugnaria pelo fim da sua entidade representativa. Essa é a lógica rasteira de um argumento meramente contábil. Se uma câmara legislativa é ruim e, portanto, cara, é única e exclusivamente por nossa culpa. Pois ali todos foram eleitos. No entanto, nós podemos trocá-los. E de quatro em quatro anos. A tese de que 10 é igual a 15 ou 20 é, sem dúvida alguma, tentar dar uma certeza de que nada muda e, portanto, aquela casa deve ali existir até o momento em que devemos pensar em desinstitucionalizá-la. Com uma coisa concordo, nosso Legislativo poderia ser melhor. Então, quem sabe não é hora de nos esforçarmos em uma campanha de qualificação do voto popular, ao invés de semear na população uma ideia de desqualificação da classe política?

Progressistas
Ao que parece, o PP local vem perdendo o seu encanto. Prometiam um grande ato, compareceram os de sempre. Prometiam grandes filiações, foram poucas e nem tão expressivas. Um partido precisa de líderes. Isso o PP tem. No entanto, precisa se abrir. E quando perderam Paulo Schwab, W. Rohde e outros tantos, ex e futuros, deram mostras de que abrir-se não é sua intenção atual.

Leis inócuas
O vereador que pretende demonstrar ser um defensor da causa ambiental, antes de tudo, deve preocupar-se em não consumir papel com leis inócuas. Colocar o seu mandato em defesa de uma causa é muito mais importante que instituir calendários ou propor atos ineficazes. Pensem nisso.

Trabalhistas
Mesmo que Marlon Santos tenha se comprometido com os petistas, os trabalhistas históricos são contra essa aproximação e já conversam com Luciano Figueiró acerca de 2012. Até porque, para eles, o deputado não está nem um pouco comprometido com as bases trabalhistas.

Pseudo-esquerda
O candidato da pseudo-esquerda local é o centrista GG. O mesmo que namora JOG e Henrique Fontana. Foram vencedores com ele, embora o mesmo apenas os tenha acolhido, sem incorporar nenhum dos seus programas, nem antes nem depois. Está nas mãos dele toda e qualquer movimentação que diga respeito ao PSB e ao PT. Até porque o último está na base do governo e vive um dilema tucano-sheakspeariano: ter ou não ter candidato, eis a questão.

Conferência da Juventude
Será no dia 16 de setembro, às 13h, na UAB, a 2ª Conferência Nacional da Juventude, etapa nacional, que está sendo coordenada pelo Alessandro Ferro-ny. O evento contará com a presença de representantes de diversos movimentos sociais, entidades de classe, atores sociais e interessados na gestão de políticas públicas para a juventude. Imperdí-vel.

Movimentos
Temos o Cicloativa-do, o Centro de Inovação Social, o coletivo Universidade Pública, o coletivo Pensando Cachoeira, o Gabinete da Crise, o Primavera Cachoeirense, e tantos outros movimentos que sequer sabemos de sua existência. Temos o Twitter, os blogs, o Facebook. E os políticos locais ainda acham que são a última bolachinha recheada do pacote. Ledo engano. O século XXI já chegou por aqui.

Controle da mídia
Não sei por que o PT insiste em propor “marco regulatório” para a imprensa. Cheira-me a censura. Em seu congresso, atacou o chamado jornalismo marrom, mas infelizmente não nominou os veículos. A calúnia, a injúria e a difamação são crimes, mas um não pode justificar o outro. Liberdade de imprensa, sempre!

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