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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

DEMOCRATAS: UM PARTIDO "PARTIDO" ( publicado originalmente no site de Diego Casagrande)

Todos sabemos do esforço que o DEM em nível nacional têm feito para manter uma parceria política com o PSDB. Até por questões de sobrevivência, eis que seus quadros minguam a cada dia. Em São Paulo já abriu mão da candidatura a Vice na chapa Tucana, aceitando apenas uma vaga para Senador. Na chapa com Serra, pretende ficar fora, oportunizando com isso, uma composição com o PMDB ou até uma chapa puro-sangue do próprio PSDB.
Aliás, a dobradinha PSDB-DEM governou o Brasil por oito anos e foi a responsável pela implantação dessa nova matriz econômica que têm nos permitido viver com estabilidade, muito embora a crise esteja batendo às portas das principais nações mundiais. Pois bem, essa dobradinha só não deu certo no RS. Estado em que o PSDB é apenas um partido pequeno, assim como o Democratas.
Está mais que na hora das lideranças regionais se acordarem para o suicídio político cometido. O Democratas é governo, sem ocupar um único cargo e sem ao menos poder interferir nas linhas gerais de um poder executivo no qual possui o Vice-Governador. Por que isso acontece? Personalismos? Falta de visão partidária? De que forma os filiados poderão enfrentar uma campanha política em 2010? Não ajudaram a eleger a Governadora? Ficarão apenas com o ônus de ser governo?
O partido deve rediscutir este posicionamento xiita. O DEM é tão oposição quanto PSTU e o PSOL, só que na hora da eleição, nenhum esquerdista nele votará. Pelo contrário, o acusarão de oportunista. Por que isso? Porque nesse caso entendo que o rompimento deveria ser, então, mais radical, com a renúncia do Vice-Governador ou então com o seu lançamento para o cargo de Governador. Aliás, a renúncia já era um pedido das hostes tucanas no segundo turno.
Um partido político deve ser coerente. Não se está pregando o adesismo. Apenas entendo que não se pode estar com Deus e o Diabo. Que se escolha um lado. Que o Vice-Governador renuncie, ou se lance candidato a Governador em 2010 ou então, que todos se sentem ao redor de uma mesa e se faça a composição em definitivo. Exigir dos filiados e simpatizantes, mais uma dose de sacrifício, em torno de projetos pessoais, implicará no fim da agremiação no estado. E isso acontecerá, pois no RS, queiram ou não, o DEM, por imposição nacional, estará com o PSDB, a menos que tenha uma candidatura própria. Escrevi e assino embaixo.

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