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domingo, 30 de novembro de 2008

DOS AMIGOS EM GERAL

( Este texto foi publicado originalmente no JP no dia 24/11/08 )
Estava a pensar sobre o que escrever para vocês. Pensei em escrever sobre as eleições municipais. Até porque, como já se passaram alguns dias, uma análise mais consistente poderia ser feita. No entanto, não me deu vontade de pensar. São tantas as razões que levam a uma vitória e a uma derrota que certamente não teria espaço suficiente para escrever.
Assisti uma entrevista na qual um político revelava as suas inquietações sobre o pleito que terminava e resolvi escrever esta coluna. Ele falava e reclamava dos chamados amigos. Dizia ele que aqueles que você pensa que são seus amigos, nem sempre o são verdadeiros amigos. Isso vale na esfera partidária como também na esfera social. Aliás, se engana quem pensa que pode contar com estes votos. Na maior parte das vezes, sempre te darão uma desculpa para em ti não votar. Ou é o seu companheiro de chapa, ou o candidato a vereador de seu partido, ou o jingle, ou seja lá o que for. O certo é que ele não irá votar em você de jeito nenhum.
Salientou que também existem aqueles amigos que se somem. Não sei se tem medo de que você possua uma doença contagiosa ou que você venha a lhes pedir dinheiro emprestado. Ou talvez até o voto. Mas o certo é que eles desaparecem. Não são capazes de te ligar para desejar boa sorte, com medo que você venha a lhes pedir qualquer favor. Então indagou o entrevistador: e depois das eleições eles aparecem? Talvez apenas se você tivesse sido vencedor, disse o entrevistado. Pois se você perdeu, por um bom tempo continuarão desaparecidos, como referendando sua afirmação anterior.
Comigo ao menos, se deu o contrário. Reencontrei velhos amigos. Um deles até escreveu em sua crônica semanal porque entendia que eu não saía derrotado, fazendo menção ao tempo que éramos mais jovens. Recebi a sua cordial visita na semana que passou e a devida reprimenda para que continuássemos amigos. Acho que a política é assim. Ou ela torna-se, de uma vez, a arte de fazermos e mantermos os amigos, ou deixa, definitivamente de valer a pena. Ao amigo Buti, que teve um ano por demais difícil, a certeza que só a justiça divina é quem definitivamente condena e que a chegada da Maria Clara é a certeza de dias melhores. Escrevi e assino embaixo.

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