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sexta-feira, 8 de março de 2013

Amor e Sexo: Uma Reflexão sobre o Dia das Mulheres




Quando pensamos o universo feminino, ainda o fazemos de forma machista, seja homem ou mulher, que venha a fazê-lo. Isso se dá com certeza, em razão daquilo que Regina Navarro Lins chama de estereótipo do amor romântico, em que o parceiro é exclusivo, idealizado, o legítimo príncipe encantado. Na verdade, todos sonhamos com isso. Mas não imaginamos o quanto isso se torna cansativo, a partir do momento que tanto o homem quanto a mulher, tentam moldar o outro, de acordo com os seus sonhos. A personalidade própria acaba sendo sufocada, para que dê lugar àquilo que o outro imagina ser o ideal. E o sexo? Bem isso se torna cada vez mais raro, até porque estamos diante de um amor tão casto, que nos proibimos de realizar as nossas fantasias.

As jovens de hoje, que são muito mais independentes, intelectual e financeiramente, começam a questionar essa idealização. Aceitam e curtem o casamento, mas não o querem mais idealizado. Acreditam que a intempéries façam parte do processo. E as individualidades precisam ser mantidas. E é por isso que encontramos cada vez mais, mulheres reunidas em bares e baladas. Divertindo-se. E não caçando, como imaginam os machistas de plantão. Querem preservar a sua essência e até quem sabe, experimentar uma novidade. Mas apenas se ela quiser. Até porque, hoje, a conquista é feminina, e não mais masculina. Os jovens que hoje experimentam essa sensação de liberdade e de respeito a sua individualidade, são muito mais felizes no casamento E o sexo muito prazeroso, porque é praticado com a mais absoluta vontade e sem a obrigação de satisfazer quem quer que seja. Amor e sexo são coisas diferentes. Caminham juntas muitas vezes, mas podem sim caminhar em separado. E é isso que muitos jovens, hoje, se propõem a fazer.No dia internacional das mulheres, nada mais justo que se pense acerca da libertação do corpo e da alma!

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