terça-feira, 28 de agosto de 2012

A doação do patronato para a UERGS

Em época de campanha eleitoral, podem aparecer pessoas que queiram dar a entender que foram idéia delas  a instalação do curso de Agronomia e a doação da área do patronato pela Prefeitura.

O curso de Agronomia vem sendo gestado na unidade de Cachoeira do Sul, há muitos anos e têm como principais responsáveis pela sua construção os professores Dr.  Benjamin Dias Osório e Dra. Gisele Guimarães.

Quando fui Pró-Reitor de Administração da UERGS e depois ocupei interinamente o cargo de Reitor, tratei com o prefeito Sérgio Ghignatti e com o Secretário Ronaldo Tonet, a doação da área pelo município para a UERGS e que teve a intermediação do então Presidente da Câmara Oscar Sartório.

Temos feito isso desde então. De um lado os professores costurando internamente a construção de um projeto pedagógico pelo curso. E de outro lado, um trabalho político em que todos nós professores estamos envolvidos, mas que pela simples razão de morar por aqui, acabo de certa forma atuando mais fortemente nessa construção. Mas que é importante ressaltar, que é coletiva.

Na sexta-feira passada o prefeito encaminhou o projeto para a Câmara de Vereadores. Fui convidado, incessantemente, a depor no horário político, sobre esse trabalho. Alertei que o mesmo era de cunho comunitário, e não político e, portanto, de minha parte, não admitiria qualquer exploração política sobre o fato.

E espero que ninguém se arvore a adonar-se, politicamente, de algo que é fruto do coletivo.

Coluna de Segunda no Jornal do Povo


Imprensa e eleições
Em todo pleito eleitoral se ouve a mesma coisa: a imprensa tem candidatos. Olha, acho que uma das maiores hipocrisias que vivenciamos no rádio, nos jornais e na TV, é a tão propalada neutralidade. Isso não existe. Podem ser imparciais. Nada mais. Possuem preferências sim. Aliás, sequer conseguem esconder de quem nela vivencia. Por isso, sempre defendi a tese que os jornais, por serem privados, assumissem publicamente sua preferência ideológica. Eu como colunista, sempre assumi. Fiz assim em 2010 quando abri voto para a Dilma. E hoje, todos sabem em quem voto. É de melhor tom. É mais civilizado, do que agredir aqueles que não gostamos, em nome da ética e para beneficiar os de nossas preferências. Outra coisa que não dá para agüentar é a cantilena dos candidatos, reclamando de espaço. Ou das pesquisas publicadas. Ora, pesquisas patrocinadas por jornais ou TVs, precisam ser friamente analisadas. Ouvir menos de meio por cento do eleitorado implica em margem de erro altíssima e grau de confiabilidade, de menos de oitenta por cento. Portanto, é quase uma enquete. Mas são legais, pois são registradas e passam pelo crivo da justiça eleitoral. O certo é que a imprensa em geral há muito tempo não ganha nenhuma eleição. Ou melhor: sempre que apoiaram alguém, acabaram derrotando o seu preferido. O resto é choro de quem não têm competência para concorrer.

Progressistas
Nessa eleição, se observa claramente que existem candidatos que sequer trabalham o nome da majoritária. Porque eu não sei. Mas por certo pensam que ninguém vê.

GG
O maior legado pessoal do prefeito, é o apoio que concedeu durante todo o seu mandato, a educação superior. E isso ninguém pode negar.

UERGS
Desde 2010 estamos envolvido com a cedência  da área do patronato. GG cumpriu o que prometeu, e mandou para a Câmara o projeto de doação. Com isso, a reitoria pode começar a providenciar o vestibular de Agronomia. E a minha missão na Universidade, já começa a se dar por encerrada.
Debates
Os dois candidatos do governo, precisam se preparar com mais afinco para os debates. Novamente, saíram prejudicados, por não serem convictos na defesa do governo deles. Existem coisas boas para serem demonstradas e os dois, são competentes o suficiente para se saírem melhores.

Trojhan e Godoi
A organização da campanha dos dois repercute nas pesquisas eleitorais. Nesse ponto, o vice, homem experiente em campanhas, ajuda muito à dupla. E o candidato a prefeito, pode se preocupar apenas em pedir votos. 

Celso
A morte do Celso Germanos chocou a cidade e todos os seus amigos. Fica aqui meu abraço para a mãe, irmãos, primos e demais familiares. E que o sofrimento que passam, seja respeitado por todos nós.

Prefeituráveis
Falam de Saúde, estradas do interior, geração de emprego, asfaltamento dos bairros. Tudo certo. Precisamos disso. Mas e as crianças de nossa cidade, quem cuidará delas? Ou está bom assim?

Miséria
Temos em nossa cidade quase dez mil pessoas vivendo em extrema pobreza. É um dado estarrecedor. Mas enquanto o centro da cidade for à caixa de ressonância das ações do executivo, a situação tende a piorar. Uma tristeza.

A volta do Blog




Deixei de escrever por aqui, pois tenho o projeto de transformar o blog em um site. Mas como precisamos reformatar a idéia, volto a postar por aqui. Obrigado pelos diversos e-mail que solicitaram a retomada do espaço.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Mano Changes

Estive no sábado, com o deputado estadual Manos Changes, na FENARROZ em Cachoeira do Sul. Ele esteve visitando o espaço da faculdade América do Sul e aproveitou para lançar, na cidade o movimento INTERNET LIVRE.

Conversamos muito sobre educação e visitamos os expositores. Aproveitamos também, para avaliarmos as eleições Porto Alegre e em Cachoeira do Sul. O deputado é um ferrenho defensor do apoio do PP a Manuela Davila e simpatiza muito com a possibilidade dessa aliança estender-se a Cachoeira do Sul

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Por que fechar a Rua Sete?


Por que fechar a Rua Sete?

Olha, sou adepto da máxima é PROIBIDO PROIBIR. Morei durante vinte anos na rua sete de setembro. Sempre teve barulho. E já foi infinitamente pior do que é hoje. É só perguntar para os antigos moradores. Ou se esqueceram dos bailes do clube Independente? Ou do bar do Guga na Major Ouriques? Ou da junção de jovens na Praça José Bonifácio, no início da década de oitenta? Das boates do Clube Comercial e a sua saideira? A zoeira começava na sexta à tardinha e só terminava domingo pela madrugada. Cidade do interior que se presta sempre terá o seu bobódromo. É cultural. É aqui, em Cruz Alta, em Caxias. Até POA já teve o seu, lá no bar do Timbuca, na vila Assunção. Portanto, em tese, sou contra o fechamento. Sou a favor de medidas mitigadoras. Como por exemplo, em caráter experimental, diminuir a área de estacionamento aos finais de semana. E liberar a via da direita na Praça José Bonifácio, apenas para pedestres. Proibir por proibir, é achar que as pessoas continuarão a freqüentar aquele espaço, sem os carros. Muitos ficam ali parados, para serem vistos por quem ali passa. Proibir, por proibir, é transferir os jovens para outro local e continuarem a cometer os seus excessos. Proibir, por proibir, é atitude comum de governos autoritários e incompetentes, que por comodismo optam por aquilo que lhes cause menos desconforto e menos trabalho. Aliás, fica uma pergunta: e temos governo?

Coluna
Não foram os muitos pedidos para continuar a escrever que me fizeram mudar de idéia. Foi um abraço apertado de uma senhora, que eu não conhecia pessoalmente, que me motivam a continuar ocupando um espaço que não é meu, mas é nosso! Como ela mesma disse!

Tarso
Desconhecimento do governador acerca do pujante trabalho empreendido pela UERGS local em consolidar o curso de Administração Rural e implantar Agronomia, revelam despreparo absoluto seu e principalmente de seus assessores. Quando se aborda o tema educação, precisa-se, antes de tudo, de conhecimento de causa.

Fenarroz
Festa ou Feira? O tempo demonstrará que precisamos das duas coisas. Em datas distintas. Mas agora é tempo de saudarmos a executiva que está de parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido, que o fez a despeito do executivo municipal ter-lhe dado as costas. E que quando se apresentou, pagou o maior mico da história!

Agricultura
Os dissabores são próprios do capitalismo industrial que renegou essa nobre atividade, em algo de “segunda” classe. Retomar a luta e a capacidade de indignação é fundamental para desenvolvermos políticas tanto para o grande como para o pequeno produtor. Não vivemos sem eles.

Internet Livre
Deputado Mano Changes, lançou no stand da faculdade América do Sul, campanha digital pela internet livre. Importante iniciativa que conta, desde já com o apoio de muita gente importante. Depois, caminhamos e conversamos longamente sobre política. 

PP e PC do B
Por que não? Com o PT pode. Com o PMDB pode. Com o PDT pode. Alianças pragmáticas são do jogo político, desde que se tenha claro que os princípios programáticos fiquem intactos. E fica uma pergunta: podemos estatizar ou privatizar o que, nos municípios? Portanto...

Godói
É um amigo e colega de longa data. Conversamos bastante na FENARROZ. Está convicto que possui chances reais de chegar ao paço. Capacidade e coragem, nunca lhe faltaram.

UFSM
Nesse momento, passa a ser muito importante o trabalho de João Ricardo Tavares, em Brasília, no que tange ao andamento do processo. Sem frufru. Em silêncio e sem comitivas desnecessárias. Se tudo der certo, já podemos sonhar certo, para 2014 e quem sabe até beliscar em 2013. Dentro dos quatro anos, como previ.




terça-feira, 22 de maio de 2012

Entrevista ao JP Rural

Qual a importância da sucessão rural?“Só se fala de sucessão se houver algo para preservar e desenvolver. Desta forma, a natureza da sucessão rural reside no esforço de perpetuar um trabalho bem-sucedido de anos ou gerações anteriores, sempre no sentido de se manter ativo um negócio que gere renda aos proprietários, emprego e desenvolvimento social”

Quando este processo deve iniciar nas propriedades?“Isto exige a incorporação constante de novas tecnologias e métodos de gestão e a inserção de jovens membros da família na atividade, que darão sustento e ampliarão os ativos, ou seja, o patrimônio de todos. Fazer com que o jovem participe do processo em sua totalidade, principalmente na tomada de decisões, é fator primordial”.

Quais as principais dificuldades na sucessão rural? Como solucionar estes problemas?“A questão da sucessão é uma matéria muito importante, porém, não urgente. As pessoas costumam estar focadas na solução de tarefas diárias e não encontram tempo para uma reflexão estruturada sobre sua vida. Sendo assim, elas trocam o presente pelo futuro. É importante que se saiba que o comando terá que mudar. Para tanto, hoje existem os profissionais na área de sucessões, que treinam, com início, meio e fim, todo o processo. O mais importante em tudo é estar preparado e preparar para a sucessão”.

Como despertar nos filhos o interesse pela atividade agropecuária?“Fazendo com que eles participem da vida do negócio em si, mas sempre tendo claro que nem sempre despertaremos em nossos filhos a capacidade de empreender e que, portanto, talvez eles não sejam os futuros administradores do negócio”.

O que fazer quando os herdeiros não se interessam pelo negócio?“Os herdeiros possuem direito à sucessão, não à administração do negócio em si. Deverá administrar aquele que for mais capaz. E hoje, muitas vezes, precisamos buscar especialistas para exercer essa tarefa. O curso de Administração Rural da Uergs pretende, por exemplo, ocupar essa lacuna”.

E se apenas um de três herdeiros, por exemplo, desejar tocar a propriedade rural?“Como regra geral, deve-se criar a rotina de reuniões formais e informais de todos os familiares, de preferência uma ou duas vezes por ano, na fazenda. Aquele que administrar deve ser remunerado para tal. Tudo com a maior transparência possível, pois, embora seja proprietário, deve prestar contas aos demais sócios do empreendimento”.

Que fatores contribuem para o sucesso no processo de sucessão rural?“O primeiro deles é jamais fugir do tema. Ninguém é eterno. Por isso, o sucesso de um negócio passa necessariamente pela certeza de que haverá sucessão ou a venda do empreendimento. Uma coisa é certa: no mundo atual, a contratação de técnicos para o assessoramento é fator fundamental. O segundo passo importante é fazer um marco inicial de quando começará o processo de preparação da sucessão”.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Por que escrever uma coluna? ( Coluna de hoje no JP )


Por que escrever uma coluna?

Sei lá. Não sei bem. Não recebo nenhum tostão por isso. Também não escrevo esperando elogios. Recebo, sim, críticas, que eu gosto. Mas nos últimos tempos, tenho é recebido xingamentos. Por isso começo a repensar sobre escrever. Não preciso de reconhecimento público, pois não sou candidato a nada, e muito menos preciso desse espaço para qualquer coisa.

Sempre achei que escrever seria uma forma de contribuir. Mas para quem? Os dissabores são muitos. Quantos “inimigos” arrumei por defender opiniões que se confirmaram? Foi assim com o GG, sendo o único colunista a questioná-lo desde o início, colocando dúvidas sobre as suas ações. Foi assim com a Corsan, que renovou o seu contrato. Foi assim com a UFSM, pela qual torço muito, mas que até hoje não se instalou (embora prometessem para 2010).

E por último foi o tal Consultão (ou referendo), que sempre me posicionei contrário, defendendo a sua ilegalidade, e não a sua legitimidade. E fui o único por aqui, no JP. Contrariando um dos maiores juristas da cidade, meu colega AFF, o próprio jornal, dois promotores de Justiça que se posicionarem pública e processualmente, o Judiciário local e o Executivo, que ainda se esforça para reverter uma derrota que não era sua.
Aí, eu te pergunto, mas por que tudo isso? O que ganhei até aqui? Nada. Absolutamente, nada. Talvez o respeito silencioso de alguns. Vale a pena, então? Pois é.
É de se reavaliar. Emitir opiniões em uma cidade pequena e que está sempre conflagrada talvez não seja a coisa mais importante a se fazer, e muito menos a mais inteligente. Por isso, pensar, e muito, passa a ser preciso...
Comissão da verdade
Abrir os porões da ditadura é a única forma que temos de conhecer a nossa história em uma luta em que quase todos perderam. Dos dois lados. Vingança? Que nada... Precisamos, sim, saber para nunca mais repetir e, muito menos, ficar dizendo que na época da ditadura é que era bom...
Tortura
Como podemos conceber que brasileiros torturaram brasileiros em nome do governo americano? Pois é, mas foi exatamente isso que aconteceu. Arrancavam unhas, colocavam pessoas no pau-de- arara, eletrocutavam e matavam em nome de uma política mundial. Vergonha das grossas que precisamos, sim, todos os dias, publicizar aos nossos jovens.
Políticos
Pode existir coisa mais enfadonha do que ouvir um pré-candidato a prefeito? Sim, ouvir dois. Dormir passa a ser um dever de quem participa dessas reuniões onde os egos são maiores que a cidade. Por isso que eu larguei.
Vereadores
Acho justa a campanha dos cachoeirenses em se proporem a não reeleger os atuais edis, muito embora tenha um cunho vingativo. Mas, mais do que ninguém, pelo silêncio e pelo medo que demonstraram, merecem. E aí, nada mais democrático do que o povo se manifestar, legítima e legalmente.
CandidaturasSerá que podemos entregar a cidade a políticos que, em qualquer reunião partidária, antes de qualquer coisa, querem saber se Pipa Germanos ou Marlon Santos serão candidatos? Depois, eleitos, a qualquer tempo estarão tremendo diante de uma crítica ou manifestação de alguma autoridade.
Executivo e MP
Tão zeloso em cumprir determinações legais, por que será que até agora GG não cumpriu o TAC com o MP e não credenciou o Caps AD? Estamos perdendo mais ou menos meio milhão em dinheiro novo no município.
Teste da memória
Você é capaz de dizer onde os políticos e muitas autoridades públicas atuais estavam no período da ditadura militar? Ou será que eles teriam a coragem de dizer?
Imprensa
Seu papel é informar e educar. Pode até influir, desde que seja explícito e calcado em elementos verdadeiros. Caso contrário, a liberdade de expressão deixa de ter qualquer valor.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Vereadores continuarão calados?

Manchete do JP hoje, dá como certo que GG irá recorrer da decisão que suspendeu os efeitos do decreto que instituiu o referendo. Para mim nenhuma novidade. Tenho dito a todos, que o prefeito é populista e entre a legalidade e a opinião do povo, optará pela segunda.

Espero que agora, baseado em uma decisão judicial muito bem fundamentada, que a Câmara de Vereadores se posicione com mais firmeza, frente a essa intromissão. É inconcebível o seu silêncio, não apenas diante do referendo, mas principalmente diante da intromissão do executivo no legislativo, o que causa espécie em qualquer operador do direito.

Problemas existem. Não precisamos criar mais um. Talvez esteja na hora, por exemplo, já no final de seu governo, que o prefeito atente para a questão dos lixões, sob pena daqui a pouco de responder uma ação popular ou uma ação civil pública, por absoluta omissão e então perder parte de seu patrimônio, por preocupar-se com aquilo que não é de sua competência,

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Justiça cancela referendo


O referendo popular de Cachoeira do Sul que aconteceria no domingo e poderia decidir o número de vereadores no município foi suspenso pelo Tribunal de Justiça, conforme decisão proferida na tarde de hoje.
O TJ atendeu recurso encaminhado pela Câmara de Vereadores que questionava o decreto de convocação da Prefeitura de Cachoeira do Sul e ao que tudo indica a consulta à comunidade não deve mais acontecer no domingo. A Prefeitura, parte interessada no assunto, a princípio não deve recorrer da decisão.
TAMANHO DA CÂMARAO referendo estava sendo convocado depois de sentença em primeira instância judicial, ordenada pela juíza Lilian Ritter atendendo mandado de segurança da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Cachoeira do Sul. Se fosse convocado, os cachoeirenses iriam escolher o tamanho da Câmara.
Hoje, são 10 vereadores, mas os parlamentares aprovaram um aumento no ano passado fixando as cadeiras em 15 a partir de 2013. O referendo era a última alternativa para tentar manter a Câmara com 10 vereadores, se a campanha do Não vencesse.
CONFIRA A DECISÃO DO DESEMBARGADOR GENARO BARONI BORGES, DA 21ª cÂMARA DO TJAntecipo a tutela recursal em ordem a suspender os efeitos do decreto nº 91/2012 de 30 de abril de 2012 do município de Cachoeira do Sul; em consequência, à falta de lei regulamentadora, e por não precedida de vênia legislativa, também suspender, "ad-cautelam", a realização da consulta referendária aprazada. Comunique-se com urgência ao juízo de origem, para as providências, dispensadas informações. Ao agravado e ao Ministério Público. Após, voltem para julgamento. Intimem-se. 

DIA 20 DE MAIO NÃO VOTE NO REFERENDO ( Coluna do JP )


Dia 20 de Maio fique em casa
Nunca me imaginei participar de uma campanha para que a população não opinasse. Contraria, em tese, o que já escrevi e principalmente, toda a minha luta no movimento estudantil. Mas o voto decorre do sufrágio. E para ser respeitado, como tal, passa por pressupostos legais. Ou seja, o eleitor precisa ser livre. E nesse “referendo” as pessoas poderão ser transportadas, será oferecido almoço para quem votar e até gasolina já estariam oferecendo, condutas todas vedadas pela legislação. Menos aqui. Para mim não importa o resultado. E por três razões. A primeira é que já temos dez vereadores e já vimos que a sobra, não vai para a saúde e nem para a educação como apregoam. Em segundo lugar, a consulta está sendo questionada na justiça e o legislativo está impedido, enquanto pender de recurso, de tomar qualquer decisão. E em terceiro lugar, o que está sendo perguntado é inócuo, até porque SIM é NÃO e NÃO é SIM.  Ou seja, o resultado jurídico, imediato, é nenhum. Os apoiadores da causa do NÃO acabarão tendo que intentar com nova ação se quiserem revogar o que já foi decidido. Ou vocês não sabiam? Hoje a lei orgânica do município diz que teremos 15 vereadores. E isso independe de referendo ou de resultado de consulta. Por isso, ficarei em casa se estiver chovendo. Se o tempo estiver bom apreciarei o desfile da FENARROZ e passearei de bicicleta, como sempre faço. Volto a dizer se percebesse nos organizadores desse movimento, um real interesse no fortalecimento das instituições republicanas e que poderíamos contar com eles, para ampliarmos os direitos dos trabalhadores, tão vilipendiados em nossa cidade, por certo teriam a minha simpatia. Mas infelizmente, não vejo isso. A começar pela forma agressiva como tratam os contrários, tanto nas ruas, como nas redes sociais. Ou seja, de democráticos, só mesmo o discurso para tentar cooptar simpatizantes. E apoiar o SIM, significa dar guarida aos vereadores de hoje, que além de ruins (até por serem só 10), sequer têm coragem de defender o que votaram e a lei orgânica que representam.

Tiro no Pé
Foi assim que enxerguei a passeata do NÃO, que contava na Praça Honorato, com apenas nove pessoas. Além de trancar o trânsito, ajudaram a sujar mais um pouco a cidade com panfletos, que logo depois eram jogados no chão e, também, irritar os motoristas, pelo engarrafamento causado.

Representatividade
A Câmara é o reflexo de uma sociedade. Mas é também reflexo de uma legislação. Com 10 vereadores, um partido ou coligação precisa de 6 000 votos. Quem é que faz essa quantidade de votos? O comum? Não, apenas os “profissionais”. Por isso, nunca a qualidade é o mais importante para montar as nominatas.

Aula Magna
Hoje, estaremos recebendo na UERGS o Secretário de Estado Ivar Pavan. A direção da unidade convida a toda a comunidade cachoeirense, para participar do evento.

Horas-Extras
Executivo diz que não tem pessoal para fiscalizar concessões. Afirma que não consegue controlar (e como autoriza?) empresas que recolhem entulhos e despejam em lixões a céu aberto. Mas como encontra tempo e gente para arrumar problemas com os servidores? 

Praça Honorato
Como é bom e prazeroso ir a uma praça remodelada. Espero que a população, agora, colabore e mantenha-a em ordem.

Lei de Acesso
A lei, sancionada em 18 de novembro do ano passado, regulamenta o acesso a informações públicas e sigilosas.A partir de quarta, quando ela entra em vigor, os órgãos terão prazos definidos para responder aos pedidos, inclusive os de vencimentos.

Meio Ambiente
Pesquisa elaborada em Harvard comprova que aumento de CO2 implica em maior aquecimento global. Começa a cair um dos últimos bastiões dos que argumentam que a queima de combustíveis fósseis não aquece a Terra.










quarta-feira, 9 de maio de 2012

Morre Rafik Germanos

Faleceu as 11hs30 desta quarta-feira, o diretor da Transportes Nossa Senhora das Graças e fundador do Sistema Fandango de Comunicação, empresário Rafik Germanos. O velório de Rafick Germanos será realizado na Capela A da Funerária Madre Tereza em frente ao HCB e o sepultamento será nesta quinta-feira, 10h no Cemitério das Irmandandes. Rafik Germanos deixa a esposa Maria Lira e os filhos Neife Maria, Paulo Ricardo, Rogerio, Taufick (Pipa), Celso e Luis Antonio, além de genros, noras, netos, e os irmãos Otavio Germano, Geraldo Germano.

segunda-feira, 7 de maio de 2012



Vereadores: lutem ou renunciem!
Pressionado pelos setores conservadores e pela mídia, assim como aconteceu em todo o seu governo, o prefeito foi novamente pautado. Tomou para si a decisão de tocar o referendo (sic), muito embora esteja o mesmo sendo apreciado pelo Judiciário. Corre riscos desnecessários, ainda mais que não é candidato a reeleição. Mas sempre terá o argumento, de que fez baseado em decisão judicial. O risco político foi calculado. Tinha quase que certeza que o legislativo ficaria acuado. Como ficou. Aliás, constrangedoramente acuado e desnorteado, permitindo que o executivo lá interferisse arbitrariamente. Foi um legítimo “cala-te boca”. Apostou e ganhou. Com todo o respeito que me merecessem, talvez nenhum deles, hoje, mereceria ser reeleito. E digo isso única e exclusivamente pelo fato, de não terem capacidade de sustentarem publicamente suas opiniões e fazerem o enfrentamento político em defesa do poder que representam. Certo mesmo seria, a partir de hoje, que, aqueles que se calam, e não defendem uma posição favorável a intromissão ou contrária a ela, que entregassem seus cargos. Não precisamos de pessoas subservientes. Precisamos sim, de políticos que defendam com convicção suas opiniões e em particular as suas decisões, mesmo que a defesa seja impopular. Que feio. Escondem-se atrás de um competente procurador jurídico, que luta sozinho e se vê obrigado a fazer o papel que não é dele.  O silêncio deles me dá a nítida impressão que estariam errados ao não permitirem a tramitação do projeto de iniciativa popular, assim como parece que cometeram algum ilícito ao aprovar lei que definiu em quinze a composição da casa. Aliás, mais do que nunca reforça a minha tese de que deveríamos ter mais vereadores e que eles não recebessem um tostão por isso!

Adão
Cartunista celebrado nacionalmente estará em Sta. Cruz, em talk-show com Rui Carlos Ostermann, celebrando a Feira do Livro. Será dia 28 de agosto. Além disso, fará uma palestra aos estudantes da UNISC e ainda proporcionará um bate-papo com café, aos jornalistas e intelectuais da região. Agenda cheia. Já confirmei presença.

Cleber
Nessa história não tem mocinhos nem bandidos. O ex-vereador acreditou em rábulas, que lhe prometeram o mandato. Trocou de partido e perdeu o mandato. Óbvio, porque ninguém se elege vereador, hoje, sem os votos da legenda.

Bandeira Preta
Sou favorável a que se ouça, sempre, a população. Mas não posso compactuar com um referendo que não tem regras e que o abuso do poder econômico terá a conivência das instituições. Sem voto livre e consciente, não votar passa a ser a bandeira de protesto contra o executivo e contra o legislativo.

Coligações
PP-PR-PPS-DEM e PV já estão juntos. PMDB –PSDB e PTB, também. O PT por enquanto, aguarda definições do PDT e PC do B. Isso é o que está posto até o momento.

Supermercados
Sem acordo coletivo, em razão da intransigência do Sindicato Patronal, empresários do setor agora começam a se preocupar. Terão que pagar horas-extras, eis que acabou a intra-jornada de quatro horas, a possibilidade de abertura em feriados e o banco de horas. Fechar aos domingos, talvez seja a saída.

Crianças
Tão estigmatizado, foi o ECA quem lançou as bases para que crimes como esse que aconteceu em nossa cidade, sejam punidos e investigados com mais rigor. Proteger as crianças e os adolescentes, sempre.

Diversidade Legal
Os travestis e transexuais do Rio Grande do Sul poderão a partir do dia 17 escolher o nome pelo qual querem ser chamadas --e terão um documento para comprovar isso. O documento será uma "carteira de nome social" e terá o mesmo valor de um RG

Cinezine
Amanhã no Centro de Inovação Social ( na rua XV), será exibido o filme Tropa de Elite 2. Depois da apresentação, uma discussão muito legal sobre corrupção e instituições. Vale a pena participar!