domingo, 28 de outubro de 2012

BENTO GONÇALVES


Centenas de pessoas protestam na frente da prefeitura de Bento Gonçalves, no final da tarde desta sexta-feira. O ato foi organizado pelo Facebook.

Os manifestantes empunharam cartazes e utilizam apitos e cornetas. Um carro de som também é utilizado. Eles pediram esclarecimentos sobre a suspeita de desvio de verba pública na administração municipal.

O rombo teria ocorrido na Secretaria Municipal de Finanças. O Ministério Público (MP) e o Tribunal de Contas do Estado investigam o caso.

Em entrevista na manhã desta sexta-feira, o prefeito Roberto Lunelli atribuiu a ex-secretário e ex-contadora a responsabilidade por problemas na Secretaria de Finanças.

Talvez espere que a justiça lhe dispense o mesmo tratamento que foi dado a Lula, no caso do mensalão.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Menos um combatente



A partida do Tiago Jaime Machado, deixará a cidade mais conservadora que ainda é. Lembro dele chegando, no ano passado. Sempre com um lenço "palestino", tapando o rosto, todas as vezes que os fotógrafos dele se aproximavam. O Ferrony, seu irnão de fé, dizia que estávamos diante de uma usina de idéias.

Realmente é assim que eu o enxergo. E talvez seja isso que a cidade não tenha compreendido. Um homem com idéias diversas, algumas revolucionárias. Mas como eram muitas, as pessoas por certo não conseguiam se apropriar a tempo de efetivar as ações que eram necessárias. Essa lógica do tempo, para quem mora em grandes centros, é diversa aqui no interior. Tudo em nossa cidade é mais lento. Leva mais tempo, para ser executado e entendido.

Mas isso não faz dele e de suas idéias um derrotado. Pelo contrário. É um vencedor. Foi capaz de plantar sementes em um solo árido. Conseguiu inclusive, conceber um coletivo de bicicletas, que está aí vivo e pulsando e que por certo assim continuará por muito tempo. Tivemos, mesmo fugazmente, uma rádio alternativa, que embalava as nossas noites, com músicas e programas que mexeram com a cabeça da gurizada.

O centro de inovação social merecia mais tempo. Levou-se um tempo para se entender bem o que era aquilo. Muitos pensavam que era um lugar para se beber e se divertir. Quando na verdade aquilo foi concebido para ser um local de discussão. Mas os jovens que por ali chegavam não entendiam muito bem isso. Tipo " como assim ler? não tem bebida? então larguei"...infelizmente ele se deparou com isso...E a idéia de um estúdio comunitário, acabou nem saindo do papel...

Ser um anarquista em um tempo que os jovens ingressam na política, não por idealismo, mas por dinheiro, é difícil. Isso por certo frustra. As pessoas não sabem o que querem. O sentimento dele por certo não é de decepção. Mas de alívio. Voltou a sua terra. Viveu em condições precárias. Fez o que tinha que ser feito. Voltar para SC é voltar para a luta. Até porque ela não é territorial. É globalizada. E por certo, donde quer que se esteja, as palavras e as ações serão sentidas. Gostaria e muito que permanecesse. Ajudei naquilo que pude. E tenho certeza que fará muita falta por aqui.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Toma lá, da cá!


Quando li não acreditei. Até porque acho que conheço Neiron o suficiente. Mas fiquei estupefato, porque o mesmo não desmentiu. Ora, em semana de condenações exemplares aos caciques petistas no mensalão, iniciar uma política rasteira de distribuição de cargos para vereadores a fim de conseguir maioria legislativa é por demais temerária. Como já estive do lado de lá do balcão, sei exatamente que de nada adianta dar CCs a vereadores isoladamente. Se conquista aliados, com uma política de convencimento programático. E deve-se buscar o apoio partidário. Nunca o apoio isolado. E por uma razão óbvia: na hora do pega eles sempre deixam o governo na mão. Acima de tudo, no entanto, espero que o governo reflita sobre os motivos de sua vitória e não caia na tentação da velha política. Na minha concepção, o melhor é compor com a sociedade. 

Perguntinha
Quando a população elege alguém, deixam outros na oposição. Por que então, agora, todos querem entrar para o governo? O nome disso é falta de vergonha.
GG II
O atual prefeito foi decisivo na vitória. Por isso, manterão o núcleo duro. O problema disso é que teremos uma continuidade de governo. E os erros de GG serão de Neiron, também. Portanto, sem blindagem.
MinoriaA eleição do PT acirrará o sentimento antipetista na cidade? Depende. Mas não podemos esquecer que teremos 53.000 eleitores, potencialmente contra o governo.
OposiçãoPP deverá ser, junto com o PMDB e PSDB, oposição. Espero que o façam de forma inteligente. Apoiando as boas ideias e fiscalizando de perto as ações administrativas. E esse é um papel por demais relevante e importante para a sociedade.
Ficha Limpa
Não foi só a Justiça quem aplicou a lei. A sociedade também fez a sua parte. Foram eleitos, na grande maioria, no Brasil, candidatos que não tinham nenhuma mácula em seu passado.
Erro fatal
Ao silenciar sobre a panfletagem e ao permitir que se distribuíssem cópias de uma coluna, Trojahn perdeu a eleição. O eleitor do centro da cidade o abandonou e optou por quem apenas apresentou propostas. Tremenda burrice.
Primeiras ações
Coleta de lixo, transporte coletivo e UFSM serão os primeiros temas que o governo eleito irá se debruçar. Sobre os dois primeiros, o respeito às mais caras tradições petistas implicarão em transformações.
ProfessorMais uma data sem nada para comemorar. Aliás, o prefeito eleito pouco falou sobre o tema. Espero, no entanto, que não faça como seu companheiro Tarso e pague o piso ao magistério municipal. 
MarlonCertamente o sentimento de traição que permeia as hostes pedetistas retirará o deputado de sua zona de conforto. Aliás, pegou muito mal o apoio duplo. Um meramente institucional ao Trojahn e uma forte investida em favor de Neiron, às escondidas. Ficou feio para ele.
OscarA derrota nas eleições majoritárias demonstrou que o mesmo possui um teto. E se não fosse a parceria com o PP, sua derrota poderia ser mais significativa, porque nos bairros mais pobres, onde se pensava imbatível, perdeu para Neiron.
BalardinO discurso radical não emplacou. As pessoas estavam satisfeitas com o governo. Aliás, já havia dito isso por aqui. Para mim GG era imbatível.
LucianoPerdeu mas venceu. Cansei de ouvir que era o candidato mais preparado de todos. Não conseguiu transformar sua popularidade em votos. Mas a sua ética, antes e agora, quando reafirma sua condição de oposição, o cacifa e muito para 2016.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Coluna de Segunda no Jornal do Povo



O que esperar do PT?

Tenho absoluta certeza que no governo petista de Neiron e Mariana não faltará honestidade, transparência e respeito à crítica. Essa é antes de tudo uma característica deles. O que tenho notado e muitas pessoas também comentam, é que o governo parece já nascer velho. A transição antecipada tem feito que Neiron passe a responder por problemas do atual governo, nos quais ele, em tese, não possui nenhuma ingerência. Como no caso do plantão do SUS. Isso não é bom. Essa exposição desmedida e essa ânsia em assumir e apresentar soluções importa, necessariamente, em ter que dar continuidade a um governo que terminou em outubro de 2011, quando GG disse que não concorreria à reeleição. Quando chegar janeiro, não teremos nada de novo. Apenas um GG II. E isso fica cada vez mais evidente quando o prefeito, inteligentemente, repassa os problemas para os “novos administradores”. Erra, novamente, o prefeito eleito. Ainda mais quando permite que um quadro importante seu assuma cargo de CC em final de governo. Salvo se pretende continuar com tudo o que está aí.
Mariana
Tenho uma expectativa muito grande em relação a ela. É, em minha opinião, o melhor quadro petista. E a vitória nas eleições passou e muito pelo seu nome. Muito pelo fato de ser mulher, mas também pelo seu trabalho de base. Vai longe! E sempre com a minha torcida.
UPA
Até agora, onde houve sua instalação, apenas gerou problemas. Em Vacaria, por exemplo, onde meu irmão por lá trabalhou na sua implantação, a crise é permanente. Assim como em POA, na zona norte. Portanto, não se espere muito...
Voluntarismo
Essa do GG e de seu filho se disporem a fazer trabalho voluntário na UPA foi de doer. Saúde é coisa séria. E não se admite amadorismos. O certo é que Neiron não precisa desse fantasma lhe assombrando.
Saúde
Inicia-se a resolução dos problemas com trabalho de base. E o primeiro passo é remunerar decentemente os médicos. Só assim os atrairemos para a nossa cidade. O segundo é evitar que o paciente percorra três vezes o sistema. Isso se faz com informatização. E a médio prazo.
Lixo
Tenho expectativa positiva nesse item. Por certo, teremos enfim um plano municipal de resíduos, que implicará por certo em economia aos cofres públicos. E que a parceria com os catadores seja ampliada e melhor sistematizada.
Transporte coletivo
Esse será o grande nó da nova administração. Já em 2013 precisará notificar a TNSG de sua intenção em licitar. Isso todos fariam. Tenho curiosidade em saber de que forma isso será feito e qual o modelo que irão apresentar. Não vejo nos quadros atuais gente capacitada para tal. E se errarem, a discussão judicial será interminável.
Agricultura
Esperamos e muito desse governo, nesse ponto. E espero uma atenção especial aos novos segmentos que surgem, em especial à fruticultura. Diversificar e propor alternativas são uma tarefa importante no processo.
Alerta
Verbas federais sempre dependem de contrapartida. E parem de falar em setor de projetos. Isso é uma falácia. O que se precisa é uma política de projetos, comandada por um secretário de planejamento decente. Só assim os recursos virão. Sejam dos ministérios ou de emendas parlamentares.
Governança
Se quiser inovar, realmente, seria importante criar uma nova secretaria gerenciadora dos programas de governo. Um gabinete de gestão, com caráter multidisciplinar facilitaria e muito o acompanhamento de todas as metas traçadas.
Legislativo
Por fim, espero que a relação seja ética e transparente. E que a base seja conquistada de forma programática. Isso se faz com o ingresso dos partidos no governo. E não com simples troca de favores.

sábado, 20 de outubro de 2012

As mulheres mudaram



Fico impressionado, ainda hoje, que os homens não percebam as mudanças do tempo. Muito embora lidem com IPHONES, IPADS e outras bugigangas eletrônicas, não pararam para analisar que os interesses das mulheres mudaram. Há muito tempo. Mas com uma velocidade ainda maior, nos tempos atuais.

Se antes elas se interessavam por relacionamentos duradouros, hoje elas até podem continuar pensando nisso, mas desde que possam desfrutar da liberdade. Sim, esse se tornou um substantivo muito caro para a mulher moderna. Claro que isso está intimamente ligado a sua independência econômica. Quanto menos depende do companheiro, mais livre ela é e quer ser.

Mas de que liberdade estamos falando? Bem isso depende do grau de maturidade da mulher e da relação em que ela está mantendo no momento. Mas posso garantir que ela vai do simples prazer de gastar o seu dinheiro onde bem quiser, de sair com as amigas sem o companheiro ou até fazer sexo casual. Não acredita? Pois eu conheço inúmeras mulheres, que hoje estão solteiras por opção (ou por falta de). Não suportam relacionar-se com alguém que venha a lhe tolher a sua liberdade e seus desejos mais íntimos. O sexo casual é sim uma opção cada vez maior das mulheres independentes. Sejam casadas, noivas, namoradas ou solteiras. E será assim daqui para frente. 

Aos homens restará entender esse novo fenômeno libertário. E se resolver não entender, encontrará cada vez mais mulheres solteiras...Ou quem sabe cada vez mais mulheres, tendo como companheiras, outras mulheres. Pois como me disse uma amiga, homem é um bom objeto sexual, mas nada como outra mulher para ir a uma loja, comprar maquiagens e até chorar no cinema...São os sinais dos tempos. E para muitos, o prenúncio do fim do mundo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Por uma cidade moderna


Era isso que eu gostaria de ver ser debatido nessas eleições. Que o debate fosse progressista, e não demagógico. Não aguento ouvir falarem o tempo todo em atrair indústrias, resolver o problema da saúde (sic) e asfaltar vias. É o mesmo discurso do tempo do Honorato de Souza Santos. Por isso a cidade não avança. São demagógicos e conservadores. Querem que as coisas fiquem como estão. Olhem a educação. Só discutem. Mas só isso basta? E o acesso à tecnologia? E o aprimoramento de nossos educadores? O que está sendo proposto em gestão de recursos hídricos? Não vivemos à margem de um rio? Continuaremos não tendo nenhuma política pública consistente na área da mediação de conflitos, envolvendo a segurança pública? E na área do entretenimento, continuaremos fechando ruas e incentivando os jovens a beberem nos postos de gasolina? E para os idosos, nada? E as mulheres? E as crianças? São tantas as coisas que precisam ser feitas... Inovação é a palavra de ordem. Modernidade, o nosso horizonte... Acho tudo o que se discute importante, mas não é só isso que precisamos. Precisamos mais e melhor. E essa era uma discussão que precisava estar na pauta nessas eleições. Mas, se não está, não é só por culpa dos candidatos. É da população, que não questiona. E é também da imprensa, que, para vender anúncios, só tem olhos para os problemas imediatos e não possui capacidade de propor discussões mais aprofundadas. Daqui a quatro anos, por certo, a pauta será a mesma. 
VadiasO que significa uma mulher “vadia”? Exatamente o conceito arraigado de machismo perpetuado em nossa sociedade. Ou seja, mulher independente, que não gosta de apanhar do marido, que tem opinião própria, que vota livremente ou que quer ser votada, por certo, será chamada de vadia.
Porto AlegreSe não chegar ao segundo turno, é muito forte dentro do PT a posição de não apoiar Manuela. Na verdade, a ideia é manterem-se “neutros” (torcendo por Fortunatti). Com isso, no entanto, desagradarão PCdoB e PSB. 
ComerciáriosOs supermercados não estão obrigados a fechar todos os domingos à tarde. Basta apenas que paguem hora extra a seus funcionários. A partir de agora, acabou-se, ao menos em duas tardes dominicais, a exploração desmedida contra os trabalhadores. Parabéns à equipe do sindicato.
Caminhão-som
Chama a atenção na cidade caminhão de determinado candidato a prefeito que sempre está com o som desligado. Por certo é uma nova estratégia de marketing, eis que os jingles de todos são deprimentes. 
JornaisNessa eleição não há apoio explícito a nenhum candidato. Mas às vezes dá a entender que ambos torcem pela derrota de um. Mas deve ser apenas impressão.
InternetEm recente pesquisa, 72% dos entrevistados disseram não ter assistido aos programas eleitorais de TV e 62% buscam na internet informações sobre os candidatos. Por aqui, apenas um se deu conta disso.
UergsComo professor da Uergs, quero agradecer ao Julinho, ao Marcelo, ao Oscar, ao Neiron, a Mariana, ao Figueiró, ao Balardin, ao Valdocir, ao Vasconcelos e ao Paixão pelo apoio emprestado à doação da área do Patronato. Entram, sim, para a história da concretização do curso de Agronomia, junto com GG, Tonet e equipe.
SugestãoSe eu fosse candidato, ao invés de plaquinhas, colocaria “cestos de lixo seco”esparramados pela cidade, contribuindo com isso com a limpeza da mesma. Fica a dica.
SaúdeSó espero, sinceramente, que o próximo prefeito seja um bom gestor do sistema e o aprimore. Porque tenho convicção de que a secretária Eunice Brendler e a sua equipe fazem, sim, um bom trabalho na sua pasta e, portanto, não há terra arrasada.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

II Ciclo de Palestras da UERGS

Tivemos na noite de ontem a palestra inaugural do II Ciclo de Atualizações da UERGS local. Com grande presença de alunos e membros da sociedade civil, o tema de abertura  foi Cooperativismo e Associativismo: Atualidade das Organizações agrícolas no contexto do Ano Internacional do Cooperativismo.  Logo a seguir foi ofertada também uma oficina intitulada: Atualizações sobre Leis e Workshop de Elaboração de Estatutos para Organizações sociais rurais. O palestrante foi o Prof  Paulo Vianna Lopes, Analista Técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Sistema OCERGS-SESCOOP/RS.

O ciclo é coordenado pelo editor desse blog e pela Prof. Dra. Gisele Guimarães.

Doação da área do Patronato

Em sessão realizada nessa segunda-feira, a Câmara de Vereadores, com o apoio de todos os seus membros, acolheu projeto do executivo cachoeirense e concordou em doar a área do patronato para a UERGS, para que lá se iniciem as aulas do curso de Agronomia.

Vitória da comunidade, dos professores e dos alunos da UERGS, sem antes mencionar o apoio incondicional do executivo cachoeirense.

domingo, 2 de setembro de 2012

Manuela foca em gestão ( do site da Folha)


A candidata do PC do B, Manuela D'Ávila, 31, se afastou dos embates ideológicos que marcaram eleições em Porto Alegre e investe em motes como "gestão", "inovação" e "tecnologia".
A deputada federal licenciada empatou tecnicamente na liderança com o prefeito José Fortunati (PDT), segundo o Datafolha. Reduziu pela metade os oito pontos de dianteira que o rival tinha.
Antes da campanha, a candidata afirmou que "pouquíssimas questões do município" se decidem no terreno da ideologia e que essa discussão deveria ocorrer mais na macroeconomia.Aliada a siglas como PSD e PSC, virou alvo de partidos esquerdistas na cidade.
A juventude e a proximidade com movimentos estudantis ajudam a conquistar o eleitorado com menos de 35 anos. Mas perde por larga margem para Fortunati entre idosos e mais escolarizados.
Manuela disse à Folha que seu programa não tem proximidade com o modelo de "choque de gestão", celebrizado pelo PSDB: "Gestão não é uma palavra patenteada, é um mecanismo de governo."
ATAQUES
A candidatura dela herda parte do eleitorado próximo do PT, que governou a cidade 16 anos a partir de 1989.
Os petistas lançaram o deputado estadual Adão Villaverde, desconhecido pela maioria até o começo da campanha. Os três principais candidatos são aliados no governo de Tarso Genro (PT) e na base de Dilma Rousseff.
Em terceiro lugar na disputa, o PT passou a atacar Manuela no horário eleitoral. Em um dos programas, um ator comparou a candidata a uma "celebridade" que "fala bonito, mas, se espremer...".
A deputada diz que a campanha petista está "mal conduzida" momentaneamente.
Para transmitir imagem de experiência, ela exibiu em seu programa eleitoral uma reunião com políticos e técnicos que a apoiam.
Deputada em segundo mandato, Manuela tenta pela segunda vez ser prefeita de Porto Alegre. Há dois anos, teve no Estado 483 mil votos para a Câmara, o equivalente a quase metade do eleitores de Porto Alegre.

Artigo de Joaquim Falcão


O encontro do Supremo com a opinião pública veio para ficar. Não se sabe ainda como vai se desdobrar e se institucionalizar. Sabe-se, no entanto, que é preciso superar a aversão de ministros de serem avaliados e a opinião pública impulsiva, às vezes opressiva.
A opinião pública inevitavelmente informa, mas necessariamente não forma ou deforma uma decisão do Supremo. O fato é que, na democracia, a legitimidade do Supremo e a eficácia de suas decisões muito dependem desse encontro.
Convergência, aliás, que começou quando a pauta do Supremo foi sintonizada com a pauta da opinião pública e privilegiou menos as teses jurídicas e mais a resolução dos conflitos que atingem o cotidiano de todos.
E se fortaleceu quando os ministros, argumentando com força legal e sentimento de justiça, se entendem e são entendidos. Quando se tratam sem preconceitos, com solidário mútuo respeito e profissional generosidade.
A clareza tem sido fundamental para, além de encontro, haver entendimento. Dispensar a cansativa erudição fora do lugar, que muita vez esconde e confunde, em favor da objetividade, é caminho que muitos ministros já adotam. O que vale não é a retórica da erudição, mas a qualidade da argumentação.
SATURAÇÃO
A opinião pública está saturada com as eventuais dúvidas sobre regimento, que devem ser pacificadas antes das sessões. De modo que o regimento seja rumo eficiente e não arena de imprevisibilidades, e os advogados saibam como se conduzir.
A opinião pública busca um Supremo não protelatório, que se recusa a ser manipulado por qualquer das partes. Hoje, cerca de 80% das decisões são sobre agravos de instrumentos que, em nome do necessário direito de defesa e do devido processo legal, prejudicam a ambos.
E está cada vez mais atenta quando ministros pedem vistas paralisantes --e desaparecem com os processos, por motivo político ou por receio de seu ponto de vista perder.
Mas o que a opinião pública espera do Supremo? Que faça seu serviço como está fazendo. O STF tem a honra de ser o supremo servidor público. Que produza decisões finais e não infindáveis decisões. Decisões que contribuam para a paz social.
De resto, não custa lembrar o ministro Cezar Peluso: que os ministros sejam graves. Pois grave é sua responsabilidade perante a opinião pública, a nação e a história.

JOAQUIM FALCÃO é professor de direito constitucional da FGV Direito-Rio