quarta-feira, 8 de outubro de 2008
FOGAÇA
Com a decisão do PC do B ( Manuela ) de não apoiar Fogaça, será que ele vai mostrar no segundo turno, Yeda, Brito e Onix? Eu optaria pelo Feijó, com certeza.
MINISTÉRIO PÚBLICO
O MP foi a grande sensação desta eleição, principalmente quando ajuizou ação pedindo cassação de candidatura contra a coligação CAHOEIRA EMPREGO E OBRAS. Nunca o MP atuou com tanto denodo, como nesta eleição. Algumas denúncias pipocaram e ainda pipocam, podendo acarretar inelegibilidades e multas pesadíssimas. Ficamos no aguardo, certos que as providências serão tomadas.
UM NOVO TEMPO
Se tudo der certo os planos de saúde que se cuidem, pois irão quebrar, caso a promessa do Dr. Ghignatti em acabar com a fila do SUS der certo. Todos, sem exceção, irão correr em direção a saúde pública e gratuita. Como ninguém, torço pelo sucesso da medida.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
MANUELA, A DECEPÇÃO
Tinha tudo para ser um fenômeno nas eleições municipais em POA. No entanto, sua produtora transformou-a em uma "popstar". Saía as ruas para dar autógrafos para crianças e adolecentes. Se esqueceu que criança não vota. E o que parecia a Manuela sentadinha, nas inserções, falando com as mãozinhas presas? E a maquiagem? Ficou artificial demais. O eleitor porto-alegrense é muito "politizado" e não deu outra: Fogaça e Maria do Rosário. Agora é zero a zero.
PESQUISA ELEITORAL
Aqui em Cachoeira do Sul a CASA BRASIL acertou em cheio a última pesquisa. Embora tivesse relutado pela sua publicação, por razões de estratégias eleitorais, há de se convir que o GRUPO VIEIRA DA CUNHA demonstrou imparcialidade durante todo o processo eleitoral. Em eleição, sempre quem está atrás contesta os resultados das pesquisas. De outro lado, continuo com a convicção que as ditas pesquisas não deveriam ser publicadas na última semana, em razão de sua influência no eleitor.
QUEM É O ELEITOR?
O eleitor é um ser preocupado com seu umbigo. Percebi isso nas caminhadas pelos bairros de nossa cidade. Poucas são as pessoas que estão preocupadas com a geração de empregos e com o desenvolvimento econômico. Querem é que arrumem o buraco em frente a sua casa, ou coloquem uma lâmpada, ou sei lá, até em alguns casos um "rancho" ou algo mais. Aliás, o próprio centro da cidade demonstrou isso,votando maciçamente na oposição.
E O PIPA?
Tenho um amigo que me falou o seguinte: " O Pipa perdeu a mão". Pelo visto tinha razão. Não soube avaliar uma série de circunstâncias. Acreditava, por exemplo, que o governo Marlon estava desgastado a ponto de não conseguir repetir a primeira votação. Em face disso, deixou de selar uma grande aliança com o DEM e os partidos da base, certo que tinha dez mil votos sem sair de casa. Primeiro erro. O segundo, foi o de não avaliar o estrago que as denúncias em relação ao seu primo causariam ao seu patrimônio eleitoral. Resultado disso foi a sua pífia votação colocando em risco a própria existência do PP.
A VITÓRIA DE GHIGNATTI
Foi merecida a vitória do Dr. Ghignatti. Até em razão de sua perseverança. Focou-se na saúde e fez dela o seu principal mote de campanha. Aliás soube explorar um dos pontos fracos do governo Marlon que era justamente a ausência de políticas assistencialistas. Espero, contudo, como cachoeirense, que consiga cumprir suas promessas, mas que efetivamente continue a política de desenvolvimento econômico implantada pelo atual governo.
ESTOU DE VOLTA
Passadas as eleições, é tempo de retomarmos nossa vida cotidiana. Apesar da derrota nas urnas me senti um vitorioso, pois em nenhum momento da campanha tivemos que violentarmos nossas convicções para fazermos votos.
domingo, 8 de junho de 2008
ELIÇÕES MUNICIPAIS
Tendo em vista a proximidade das eleições municipais e a incerteza do TSE, quanto a possibilidade de utilização dos blogs neste período, encerro as atividades do mesmo´, retornando no dia 10 de OUTUBRO. Até lá.
terça-feira, 6 de maio de 2008
MAIO DE 68
Esta é uma data emblemática. Naquele ano, um enorme grupo de estudantes invadiu as ruas de Paris colocando em xeque o Governo francês e o autoritarismo exacerbado que vigia até então. Sempre foi uma data emblemática para os esquerdistas e os líderes dos movimentos estudantis. Com o passar do tempo, tendeu ao esquecimento midiático, mas atrai cada vez mais o interesse dos intelectuais sobre o movimento.
Penso que estamos diante de um niilismo revisitado. Talvez Nietzche fosse importante para entendermos mais a lógica do movimento. A dita revolução teve seus méritos. Rompeu com a tradição judaico-cristã e com a ideologia marxista, ou seja, o autoritarismo de um e de outro foram colocados de lado por aqueles que defendiam a liberdade sobre todos os ângulos. As barricadas e as greves, sob a ótica da filosofia do pensamento foram extremamente importantes e sem dúvida, oportunizaram um novo viés humanista. Rompe-se com a religião, questiona-se a ciência e a psicanálise é sem dúvida, o assunto da moda. O espírito de 68 é um desejo de liberdade, de autonomia e de independência, onde Sartre era um ídolo.
Do ponto de vista ideológico, entendo que pouco acrescentou. Nunca se soube ao certo o que é uma sociedade justa e igualitária, até porque não somos robôs e possuímos perfis diferentes um dos outros. Algumas frases foram emblemáticas:
a) Abaixo o socialismo, viva o surrealismo; b) É proibido proibir; c) Sejam realistas, exijam o impossível; d) A imaginação ao poder; e) Abaixo os jornalistas e todos aqueles que os querem manipular. F) Abaixo o Estado. Estes são alguns slogans pinçados no livro de Daniel Conh-Bendit, o Lê Rouge, um dos líderes do movimento. É certo dizer que politicamente foi importante por fazer com que o movimento se espalhasse pelo mundo. Os jovens tinham acelerado a história. Mas o “status quo ante” não mudou. Os conservadores continuaram conservadores e os progressistas de então, na esfera ideológica, pouco ou nada contribuíram ao modelo capitalista.
Mas então, o que restou? Do discurso contra o reacionarismo, viu-se que muitos se tornaram reacionários com o passar dos anos. Outros tantos ocupam cargos no Estado que eles tanto odiavam. Talvez o discurso pela liberdade ainda seja o grande mote deste movimento. No entanto, ainda me remeto a Nietzche e ao bom amigo Zaratustra: “Você se acha livre? Quero ouvir sua idéia dominadora, e não que você escapou da opressão... Livre de quê? Zaratustra não liga para isso! Mas seus olhos devem claramente me dizer: livre de quê?”
Penso que estamos diante de um niilismo revisitado. Talvez Nietzche fosse importante para entendermos mais a lógica do movimento. A dita revolução teve seus méritos. Rompeu com a tradição judaico-cristã e com a ideologia marxista, ou seja, o autoritarismo de um e de outro foram colocados de lado por aqueles que defendiam a liberdade sobre todos os ângulos. As barricadas e as greves, sob a ótica da filosofia do pensamento foram extremamente importantes e sem dúvida, oportunizaram um novo viés humanista. Rompe-se com a religião, questiona-se a ciência e a psicanálise é sem dúvida, o assunto da moda. O espírito de 68 é um desejo de liberdade, de autonomia e de independência, onde Sartre era um ídolo.
Do ponto de vista ideológico, entendo que pouco acrescentou. Nunca se soube ao certo o que é uma sociedade justa e igualitária, até porque não somos robôs e possuímos perfis diferentes um dos outros. Algumas frases foram emblemáticas:
a) Abaixo o socialismo, viva o surrealismo; b) É proibido proibir; c) Sejam realistas, exijam o impossível; d) A imaginação ao poder; e) Abaixo os jornalistas e todos aqueles que os querem manipular. F) Abaixo o Estado. Estes são alguns slogans pinçados no livro de Daniel Conh-Bendit, o Lê Rouge, um dos líderes do movimento. É certo dizer que politicamente foi importante por fazer com que o movimento se espalhasse pelo mundo. Os jovens tinham acelerado a história. Mas o “status quo ante” não mudou. Os conservadores continuaram conservadores e os progressistas de então, na esfera ideológica, pouco ou nada contribuíram ao modelo capitalista.
Mas então, o que restou? Do discurso contra o reacionarismo, viu-se que muitos se tornaram reacionários com o passar dos anos. Outros tantos ocupam cargos no Estado que eles tanto odiavam. Talvez o discurso pela liberdade ainda seja o grande mote deste movimento. No entanto, ainda me remeto a Nietzche e ao bom amigo Zaratustra: “Você se acha livre? Quero ouvir sua idéia dominadora, e não que você escapou da opressão... Livre de quê? Zaratustra não liga para isso! Mas seus olhos devem claramente me dizer: livre de quê?”
domingo, 4 de maio de 2008
COINCIDÊNCIAS
Ítalo Calvino possui uma vasta obra, onde seu livro mais popular chama-se “As cidades invisíveis”. Muitos tentam dessa obra se apropriar, devida ou indevidamente. Nem sempre aquilo que transparece parece efetivamente ser. Assim acontece na política, principalmente quando se está em período eleitoral ou pré-eleitoral. Aliás, diria mais: nunca estamos medianamente satisfeitos e só percebemos isso quando há uma mudança de rumo. Para ilustrar a introdução, a passagem abaixo é perfeita.
Em uma pequena cidade americana, ao sul dos Estados Unidos, essencialmente agrícola, que um dia já havia sido celeiro da região, por décadas discutiam-se formas de se desenvolver as potencialidades regionais e locais. No entanto, o pensamento médio conservador, essencialmente republicano, acreditava que o retorno à tradição e aos valores daquele povoado fariam com que, um dia, o desenvolvimento ali se instalasse. Continuaram vivendo assim. Anos e anos. Décadas e décadas acreditando que a simples troca de nomes redundaria em desenvolvimento.
Um belo dia um negro ganhou as eleições. Foi o caos. Aquela sociedade conservadora, composta essencialmente por produtores endividados, esperançosos de um dia verem retornar os tempos auspiciosos de outrora, teriam que conviver com um negro pobre, sem berço, sem tradição. Era o fim dos tempos, bradavam as senhoras, rumando para seus chás beneficentes. Para aquela sociedade, tradicional, só “prestava” quem fosse rico de berço. Não lhes interessava que o negro tornara-se um próspero comerciante. O preconceito racial e cultural pesava mais alto.
Pois bem. O novo administrador lutou contra tudo e contra todos. Conseguiu gerar desenvolvimento, emprego, melhorou a renda de boa parte da comunidade. Conseguiu trazer escolas e até faculdades. Pecou pelo excesso. E pela desídia em determinados momentos. Mas obstinado foi até o fim. A sociedade passou a lhe “respeitar”, não obstante jamais ter sido considerado como um dos deles. Torciam, agora calados, pela sua desgraça. Já tinham conseguido tudo e precisavam dele se livrar. Mas isso nunca foi uma tarefa fácil. E novas derrotas viriam. Calvino certa feita disse: “Quando tenho mais idéias do que os outros, dou-lhe essas idéias, se aceitam; e isso é comandar”. Este texto tem a pretensão de ser uma crônica e qualquer semelhança com a realidade é uma mera coincidência. Escrevi e assino embaixo.
Em uma pequena cidade americana, ao sul dos Estados Unidos, essencialmente agrícola, que um dia já havia sido celeiro da região, por décadas discutiam-se formas de se desenvolver as potencialidades regionais e locais. No entanto, o pensamento médio conservador, essencialmente republicano, acreditava que o retorno à tradição e aos valores daquele povoado fariam com que, um dia, o desenvolvimento ali se instalasse. Continuaram vivendo assim. Anos e anos. Décadas e décadas acreditando que a simples troca de nomes redundaria em desenvolvimento.
Um belo dia um negro ganhou as eleições. Foi o caos. Aquela sociedade conservadora, composta essencialmente por produtores endividados, esperançosos de um dia verem retornar os tempos auspiciosos de outrora, teriam que conviver com um negro pobre, sem berço, sem tradição. Era o fim dos tempos, bradavam as senhoras, rumando para seus chás beneficentes. Para aquela sociedade, tradicional, só “prestava” quem fosse rico de berço. Não lhes interessava que o negro tornara-se um próspero comerciante. O preconceito racial e cultural pesava mais alto.
Pois bem. O novo administrador lutou contra tudo e contra todos. Conseguiu gerar desenvolvimento, emprego, melhorou a renda de boa parte da comunidade. Conseguiu trazer escolas e até faculdades. Pecou pelo excesso. E pela desídia em determinados momentos. Mas obstinado foi até o fim. A sociedade passou a lhe “respeitar”, não obstante jamais ter sido considerado como um dos deles. Torciam, agora calados, pela sua desgraça. Já tinham conseguido tudo e precisavam dele se livrar. Mas isso nunca foi uma tarefa fácil. E novas derrotas viriam. Calvino certa feita disse: “Quando tenho mais idéias do que os outros, dou-lhe essas idéias, se aceitam; e isso é comandar”. Este texto tem a pretensão de ser uma crônica e qualquer semelhança com a realidade é uma mera coincidência. Escrevi e assino embaixo.
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